Influência materna versus personalidade da criança

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Influência materna versus personalidade da criança

Quando chega o bebê em casa a gente reflete muito da gente mesmo neles. Por mais que já um bebê recém nascido mostre bem sua própria personalidade e a que veio, ainda assim é muito fácil para nós vivermos essa simbiose de mãe e bebê. A gente costuma falar na pessoa do bebê, como se pudéssemos ler os seus pensamentos quando ele nos olha com aquela carinha de bravo ou de muito feliz, quando surge o biquinho de choro, ou quando estamos com mais pessoas e queremos contar sobre o gosto pessoal deles. Muito do que a gente acredita saber sobre o bebê é na verdade interpretação do que a gente acha ou gostaria de que ele estivesse pensando.

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Livros que ajudam na educação dos filhos- Criação com apego.

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Livros que ajudam na educação dos filhos- Criação com apego.

Nós nos preparamos para tudo na vida. Estudamos para provas, para o vestibular, para exercer uma profissão. Estudamos para aprender um idioma, estudamos sobre lugares enquanto planejamos uma viagem. Estudamos para concursos, visitamos workshops e investimos numa maneira de transformar nossos currículos em algo invejável. E então somos adultos e de repente viramos pais. E aí nos damos conta que não nos preparamos para a função mais importante da nossa vida, que é ser pai e mãe. Algumas pessoas vão dizer que é besteira ler sobre maternidade/paternidade, afinal não existe manual de instruções para crianças. Mas será mesmo besteira procurar por um modelo de educação que se adeque à nossa maneira de ver o mundo?

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A sensação de pertencer a uma aldeia

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A sensação de pertencer a uma aldeia

Eu fiz um post falando sobre a solidão materna e de como bate uma sensação de querer a casa cheia de gente o tempo todo. Na verdade o motivo desse post foi justamente por eu ter vivido essa sensação de aldeia há alguns dias atrás.

Na verdade a ideia de aldeia me impactou pela primeira vez quando ouvi um ditado que diz: “É preciso uma aldeia para criar uma criança.” Como eu sou meio louca, eu já analisei esse ditado de várias formas. Pela perspectiva da mãe, de ter ajuda, de ter uma rede de apoio, como também pela perspectiva da criança e da riqueza de possibilidades do seu desenvolvimento ao crescer cercada por outras crianças e utros adultos dentro dessa aldeia ideal.

Passado um tempo eu assisti ao documentário Babies. Foi inclusive com minha filha que já tinha lá seus dois anos. Deixo aqui o trailer para vocês, vale muito a pena assistir a esse doc.

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A solidão materna

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A solidão materna

Eu não moro no Brasil e não tenho minha família por perto, nem a família do meu marido. Até minha filha completar 10 meses, eu tive o privilégio de ter meu marido comigo em casa. Ele estava terminando a residência de direito dele quando ela nasceu e depois começou a mandar currículos para vagas de emprego. Então, apesar de minha mãe não ter vindo me ajudar nos primeiros meses com o bebê, meu marido estava alí, me dando muito apoio tanto no cuidar da bebê quanto no cuidar da casa e o segundo item ele faz infinitamente melhor que eu.

Mas quando ele começou a trabalhar a verdadeira face dura da maternidade se revelou para mim. Sabe aquela história de maternidade real? Pois eu só entendi isso a partir daí.

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Threenager – A crise dos três anos (Parte 2)

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Threenager – A crise dos três anos (Parte 2)

No post anterior eu contei como o comportamento da minha filha mudou completamente ao chegar nos três anos. Apesar de vários aspectos positivos que a idade trouxe consigo, ele também trouxe algo que nos tirou do eixo: A agressividade.No meio do furacão eu resolvi pesquisar sobre autores sérios que tratam o tema de agressividade na infância. Me deparei com um autor, que apesar de oficialmente não fazer parte dos autores encontrados quando buscamos por disciplina positiva, ele ajuda a olhar para a criança de uma maneira muito empática. Ele é terapeuta familiar dinamarquês muito conhecido na Europa, oferece cursos de Coach para pais, e além de ter uma série de livros publicados, ele também assina uma coluna do Frankfurter Allgemeine Zeitung, um dos maiores jornais da Alemanha. Seu nome é Jesper Juul. Read the rest of this entry

Threenager – A crise dos três anos (Parte 1)

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Threenager – A crise dos três anos (Parte 1)

Você já deve ter escutado bastante sobre o terrible two, a crise dos dois anos, conhecida pelas cenas de crises de crianças em supermercados, lojas, parquinhos etc. Para ser bem sincera a crise dos dois anos aqui foi bem tranquila. Acredito que devo isso em boa parte graças a amamentação prolongada. Mas mesmo depois que minha filha desmamou (entre outubro e dezembro de 2017), eu tive ainda alguns meses para aproveitar uma criança, que apesar de ter uma personalidade forte, era uma criança onde o diálogo funcionava facilmente.
Até que chegou abril de 2018 um mês antes do aniversário dela. Eu estava entre o sétimo e oitavo mês de gestação do meu segundo filho. Eu não posso aqui afirmar se a gestação avançada e a ansiedade da chegada do novo bebê contribuiu para uma mudança repentina de comportamento, ou se foi só algo da idade que iria acontecer de qualquer maneira, ou se as duas coisas juntas levaram a uma mudança tão brusca. Fato é que minha filha simplesmente mudou! Read the rest of this entry

Como lidar com a chegada do segundo filho?

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O segundo filho chega e de repente, parece que o primeiro filho perdeu a graça. E agora José?

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E de repente o bebê cresceu

Desde que o Leon chegou, a sensação é de que ela está enorme e com isso eu tenho a sensação que deveria cobrar dela atitudes, pelas quais ela ainda não estaria preparada intelectualmente. No início eu estava tão irritada com ela, como se ela devesse me entender e me apoiar, já que ela é grande. “Como ela não consegue entender que o colo e o peito agora é prioridade do bebê, ela nem mama mais?” Ela não mama mais, mas mamou até depois dos dois anos. Parou de verdade com dois anos e meio. Então a sensação de aconchego e conforto que o peito oferecia antes, continua sendo a mesma agora. Read the rest of this entry

Call the midwife e as parteiras na Alemanha

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Arrepiada com a série “Call the Midwife”, para quem não conhece essa coisa europeia das parteiras serem responsáveis por partos e não os médicos, essa série, mesmo que histórica, mostra o importante papel delas até hoje por aqui.
Eu sempre sonhei com um parto em casa. mas já com a Marina, meu sonho foi por água abaixo. Com o Leon eu queria muito, mas Mario foi contra desde o início, principalmente por eu ter a cicatriz da cesariana. No fim das nossas conversas sempre terminava com um: “Se você realmente quer um parto domiciliar, você pode procurar uma parteira assim, mas eu não acho uma boa ideia. “
Sem ter o apoio total dele eu não quis tentar. Acho que para que tudo flua bem num parto o casa precisa estar em sintonia, harmonia. E não estaríamos.

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Frustrações maternais

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Como vibrou com a patinação de gelo!

Televisão, nem pensar! Só depois dos dois anos. Ou não?

É gente, como lidar com a frustração de ter paradigmas quebrados um atrás do outro? Aquelas regras idealizadas que na prática não funcionam tão bem nos levam a beira da loucura sabe? 

Hoje aconteceu comigo. Mais uma vez… Passamos mais uma noite dormindo muito mal. Ela inquieta, pegava e largava o peito freneticamente. Tentava dormir, não conseguia. Voltava para o peito. e assim foi nosso ritmo noturno das uma e pouco às 4 da manhã, quando ela finalmente dormiu. Eu já não tinha dono, estava faminta e com sede, então levantei, fiz um chá, e comi alguma coisa. Aproveitei pra ler até meu marido levantar. Voltei para o quarto e ela acordou e passamos a  manhã tentando dormir. Mas não dormimos. E para o dia eu precisava finalizar a diagramação de um livro de fotografia que peguei de freela para fazer. Como sabia do trabalho que tinha, aproveitei a manhã com ela, saímos, brincamos muito tempo lá fora e quando voltamos ela já estava toda sonolenta e quis dormis sem almoço. Tudo parecia perfeito até ela não aceitar que eu saísse de perto dela. Só dormia enquanto mamava. Eu já estava faminta novamente, já eram quaseuma da tarde e nada de eu conseguir sair para comer. Aí juntou sono, fome e eu tive que tirá-la fo peito e deixá-la chorar. Doeu tanto. Chorei com ela. São momentos assim que nos mostram como somos insuficientes, impotentes. Tentei falar com ela que eu precisava comer e ela só chorava. Então veio a idéia. Liguei a TV procurei por documentários de bicjinhos, pois ela ama bichos. Mas não tinha muita coisa. Até que achei esse canal de esportes passando patinação de gelo. Ela ficou vidrada e eu consegui comer e trabalhar. Mas extremamente frustrada com a maneira que encontrei de tê-la quieta. Por fim ela chorou muito novamente. a levei pro quarto e ela então dormiu. E eu terminei meu trabalho. 

Não existe maternidade perfeita e aos poucos eu estou tentando aceitar isso.

Livro bilíngue de contos brasileiros em português e alemão

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O capítulo As Travessuras do Saci é de minha autoria.

Mamães que moram fora do Brasil sabem do desespero que é montar a bibliotequinha das crianças com livrinhos em português, de preferência do Brasil. Pois bem, há alguns anos, lá por meados de 2008, eu participei do projeto de contos populares brasileiros, organizado pela organização íbero-americana em Jena – a Iberoamerica. O livro teve participação em grande parte de estudantes da Friedrich-Schiller-Universität Jena, tanto brasileiros quanto alemães. O livro  foi publicado pela editora Clandestino Publikationen e faz parte da Coleção Curumim. Ele é um livro delicioso de se ler, com textos de um lado em português e do outro e alemão, para oferecer às crianças a oportunidade de ouvir as lindas histórias nos dois idiomas. A ilustração foi feita por crianças de uma escola em Jena. Quer mais fofura que isso? Read the rest of this entry