Boquinha de bebê

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Meu filho, eu não imaginava que seria possível sentir todo esse amor novamente! E também não imaginava que comemoraria todas as milestones com a mesma euforia de novo! Obrigada por me ensinar que o amor está aí, para ser vivido e revivido quantas vezes a gente a gente desejar.

Essa semana foi especial e a novidades vieram duas vezes da sua boquinha.

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Bebê na fase oral e a luz

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Bebê na fase oral e a luz

Meu filho, como todo bebê que eu já vi, fica encantado com a luz. É realmente uma loucura. Hoje eu o troquei na cama mesmo. Segundo filho tem dessas coisas. Você troca o bebê já em qualquer lugar. Na cama, no colo, na grama. Até embaixadinhas você faz trocando fraldas.

Eu então fechei a cortina e deixei tudo escuro no quarto. Tenho dessas coisas, gosto de acostumar as crianças a dormirem no escuro total. No meio da cama, ele começou a reclamar por não saber exatamente onde eu estava. Foi aí que eu peguei o celular e liguei a lanterna do celular. O bebê viu e correu numa pressa interessada até a fonte de luz. Observou de pertinho. Mexeu as pontas dos dedos em forma de pinça e tentou pegar a luz. Não deu muito certo, como vocês devem imaginar.

– Já que não é possível pegar com a mão, por que não tentar com a boca.

Eu imagino que isso deva ter sido seu pensamento pois foi exatamente isso que ele fez. Com o corpinho por cima do celular, ele abaixou como um cachorrinho abaixa para comer no seu pratinho, e abocanhou a luz. Levantou a cabeça um tanto desapontado e tentou mais uma vez, e mais outra. E outras mais.

Começou a reclamar e eu então tirei o celular das mãos dele. Mas fiquei com esse abstratismo e essa complexidade, quando a questão é a luz. Ela é estudada na física, mas também na arte. E para quem mora na Alemanha, que falta que ela faz no inverno! Imagina então um estudo científico publicado por um bebê (pois todos bebês e crianças são cientistas né mores) a cerca da impossibilidade de se tocar a luz mesmo que essa nos toca. Pirei!

P. A.: Esse POST foi escrito por uma mãe sonolenta enquanto estava entediada amamentando. Qualquer relação com a realidade é meramente obra do acaso.

Influência materna versus personalidade da criança

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Influência materna versus personalidade da criança

Quando chega o bebê em casa a gente reflete muito da gente mesmo neles. Por mais que já um bebê recém nascido mostre bem sua própria personalidade e a que veio, ainda assim é muito fácil para nós vivermos essa simbiose de mãe e bebê. A gente costuma falar na pessoa do bebê, como se pudéssemos ler os seus pensamentos quando ele nos olha com aquela carinha de bravo ou de muito feliz, quando surge o biquinho de choro, ou quando estamos com mais pessoas e queremos contar sobre o gosto pessoal deles. Muito do que a gente acredita saber sobre o bebê é na verdade interpretação do que a gente acha ou gostaria de que ele estivesse pensando.

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Livros que ajudam na educação dos filhos- Criação com apego.

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Livros que ajudam na educação dos filhos- Criação com apego.

Nós nos preparamos para tudo na vida. Estudamos para provas, para o vestibular, para exercer uma profissão. Estudamos para aprender um idioma, estudamos sobre lugares enquanto planejamos uma viagem. Estudamos para concursos, visitamos workshops e investimos numa maneira de transformar nossos currículos em algo invejável. E então somos adultos e de repente viramos pais. E aí nos damos conta que não nos preparamos para a função mais importante da nossa vida, que é ser pai e mãe. Algumas pessoas vão dizer que é besteira ler sobre maternidade/paternidade, afinal não existe manual de instruções para crianças. Mas será mesmo besteira procurar por um modelo de educação que se adeque à nossa maneira de ver o mundo?

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A sensação de pertencer a uma aldeia

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A sensação de pertencer a uma aldeia

Eu fiz um post falando sobre a solidão materna e de como bate uma sensação de querer a casa cheia de gente o tempo todo. Na verdade o motivo desse post foi justamente por eu ter vivido essa sensação de aldeia há alguns dias atrás.

Na verdade a ideia de aldeia me impactou pela primeira vez quando ouvi um ditado que diz: “É preciso uma aldeia para criar uma criança.” Como eu sou meio louca, eu já analisei esse ditado de várias formas. Pela perspectiva da mãe, de ter ajuda, de ter uma rede de apoio, como também pela perspectiva da criança e da riqueza de possibilidades do seu desenvolvimento ao crescer cercada por outras crianças e utros adultos dentro dessa aldeia ideal.

Passado um tempo eu assisti ao documentário Babies. Foi inclusive com minha filha que já tinha lá seus dois anos. Deixo aqui o trailer para vocês, vale muito a pena assistir a esse doc.

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A solidão materna

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A solidão materna

Eu não moro no Brasil e não tenho minha família por perto, nem a família do meu marido. Até minha filha completar 10 meses, eu tive o privilégio de ter meu marido comigo em casa. Ele estava terminando a residência de direito dele quando ela nasceu e depois começou a mandar currículos para vagas de emprego. Então, apesar de minha mãe não ter vindo me ajudar nos primeiros meses com o bebê, meu marido estava alí, me dando muito apoio tanto no cuidar da bebê quanto no cuidar da casa e o segundo item ele faz infinitamente melhor que eu.

Mas quando ele começou a trabalhar a verdadeira face dura da maternidade se revelou para mim. Sabe aquela história de maternidade real? Pois eu só entendi isso a partir daí.

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Threenager – A crise dos três anos (Parte 2)

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Threenager – A crise dos três anos (Parte 2)

No post anterior eu contei como o comportamento da minha filha mudou completamente ao chegar nos três anos. Apesar de vários aspectos positivos que a idade trouxe consigo, ele também trouxe algo que nos tirou do eixo: A agressividade.No meio do furacão eu resolvi pesquisar sobre autores sérios que tratam o tema de agressividade na infância. Me deparei com um autor, que apesar de oficialmente não fazer parte dos autores encontrados quando buscamos por disciplina positiva, ele ajuda a olhar para a criança de uma maneira muito empática. Ele é terapeuta familiar dinamarquês muito conhecido na Europa, oferece cursos de Coach para pais, e além de ter uma série de livros publicados, ele também assina uma coluna do Frankfurter Allgemeine Zeitung, um dos maiores jornais da Alemanha. Seu nome é Jesper Juul. Read the rest of this entry

Threenager – A crise dos três anos (Parte 1)

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Threenager – A crise dos três anos (Parte 1)

Você já deve ter escutado bastante sobre o terrible two, a crise dos dois anos, conhecida pelas cenas de crises de crianças em supermercados, lojas, parquinhos etc. Para ser bem sincera a crise dos dois anos aqui foi bem tranquila. Acredito que devo isso em boa parte graças a amamentação prolongada. Mas mesmo depois que minha filha desmamou (entre outubro e dezembro de 2017), eu tive ainda alguns meses para aproveitar uma criança, que apesar de ter uma personalidade forte, era uma criança onde o diálogo funcionava facilmente.
Até que chegou abril de 2018 um mês antes do aniversário dela. Eu estava entre o sétimo e oitavo mês de gestação do meu segundo filho. Eu não posso aqui afirmar se a gestação avançada e a ansiedade da chegada do novo bebê contribuiu para uma mudança repentina de comportamento, ou se foi só algo da idade que iria acontecer de qualquer maneira, ou se as duas coisas juntas levaram a uma mudança tão brusca. Fato é que minha filha simplesmente mudou! Read the rest of this entry

Como lidar com a chegada do segundo filho?

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O segundo filho chega e de repente, parece que o primeiro filho perdeu a graça. E agora José?

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E de repente o bebê cresceu

Desde que o Leon chegou, a sensação é de que ela está enorme e com isso eu tenho a sensação que deveria cobrar dela atitudes, pelas quais ela ainda não estaria preparada intelectualmente. No início eu estava tão irritada com ela, como se ela devesse me entender e me apoiar, já que ela é grande. “Como ela não consegue entender que o colo e o peito agora é prioridade do bebê, ela nem mama mais?” Ela não mama mais, mas mamou até depois dos dois anos. Parou de verdade com dois anos e meio. Então a sensação de aconchego e conforto que o peito oferecia antes, continua sendo a mesma agora. Read the rest of this entry

Call the midwife e as parteiras na Alemanha

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Arrepiada com a série “Call the Midwife”, para quem não conhece essa coisa europeia das parteiras serem responsáveis por partos e não os médicos, essa série, mesmo que histórica, mostra o importante papel delas até hoje por aqui.
Eu sempre sonhei com um parto em casa. mas já com a Marina, meu sonho foi por água abaixo. Com o Leon eu queria muito, mas Mario foi contra desde o início, principalmente por eu ter a cicatriz da cesariana. No fim das nossas conversas sempre terminava com um: “Se você realmente quer um parto domiciliar, você pode procurar uma parteira assim, mas eu não acho uma boa ideia. “
Sem ter o apoio total dele eu não quis tentar. Acho que para que tudo flua bem num parto o casa precisa estar em sintonia, harmonia. E não estaríamos.

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